O brasileiro e o [eterno] namoro com o precipício

Leio com preocupação comentários nas redes, de pessoas que considero coerentes (embora a coerência não é, em si mesma, uma qualidade; ninguém pode dizer, por exemplo, que Lula é incoerente) que entre um eventual [e probabilíssimo] Segundo Turno entre Bolsonaro e Lula votariam no último, ou, por outra, anulariam o voto, o que é - em absoluto - a mesmíssima coisa.



Sinceramente, não consigo entender a irresponsabilidade do brasileiro e dos latinos com o seu voto. Tenho a mais absoluta certeza que todos, absolutamente todos aqueles que votariam em Lula para a Presidência (e para os fins deste texto, considero eleitores de Lula os brancosos), jamais cogitariam colocá-lo como ASPONE de Subsíndico no prédio em que vivem.

VAMOS AOS FATOS - LULA NÃO FOI ABSOLVIDO, OK

Sim, quem diz que Lula foi absolvido pela Justiça não sabe do que está falando. Ou a pessoa é ignorante em Direito (e daí é melhor não palpitar sobre o que desconhece) ou, na hipótese da pessoa ter formação jurídica é pura má-fé intelectual.

Um dos processos foi anulado por suspeição do Sérgio Moro. What?????? Só descobrem a suspeição depois de diversos julgamentos em várias instâncias, incluindo STJ e - pasmem - o próprio STF. Tem que ser muito miserável para, conhecendo a Lei e o Direito, comprar esta falácia.

O outro (processo), foi anulado por reconhecimento da incompetência funcional da 13ª Vara Federal Criminal da Comarca de Curitiba. Outra velhacaria. Uma verdadeira trampa armada contra o brasileiro de bem que confia no Poder Judiciário.

Explico: se a Vara Criminal de Curitiba era incompetente para conhecer da matéria, estamos falando de incompetência relativa, onde, reconhecida a mesma, aproveitam-se os atos praticados. O único tipo de incompetência que anula de todo um processo é a absoluta. Exemplo: um juiz cível proferindo uma sentença que somente poderia ser proferida por magistrado trabalhista. Não é o caso. Na questão de Lula estávamos falando de conflito de competência entre duas varas criminais federais.

A propósito, já tive em meu escritório inúmeros casos onde, reconhecida a incompetência territorial de dado juízo, aproveitou-se, integralmente, todos os atos anteriormente praticados.

Por fim, o Direito Brasileiro, inclusive o criminal, trabalha com o conceito/princípio "pas de nulitté sans grief" (não há nulidade sem prejuízo) e, em ambos os casos, não há que se falar em prejuízo algum à defesa.

Toda essa, longa, introdução serve para dizer/pontuar que Lula não foi absolvido, seus processos, ao contrário do alegado por seus asseclas, foram anulados por chicanas jurídicas que fariam corar um frade de pedra.

Com isso, nossa Suprema Corte e também o Superior Tribunal de Justiça, infelizmente, apequenaram-se e transformaram-se num valhacouto de facínoras, gente da pior espécie, como traficantes internacionais presos com mais de 100 quilos de cocaína.

ELE QUER VINGANÇA!

Não se enganem, amigos. Ele, Lula, quer vingança do Brasil pela humilhação pública que foi sua prisão. Aliás, o próprio já falou que pretende se vingar do país sendo o melhor presidente da história (algo que em 3,5 mandatos não conseguiu fazer, no máximo, pequenos voos de galinha numa época em que a economia mundial prosperava).

Ah, ele também falou que pretende "regulamentar" (leia-se censurar) a imprensa e as redes sociais. Que lindo não? E o cordão de puxa-sacos aplaude. Que espetáculo lamentável!

POR QUE O NOJINHO DE BOLSONARO? Daí vemos pessoas aqui nas Redes dizendo: "Ain, mas o Bolsonaro não dá". Por que não. Poderíamos citar a Lei da Liberdade Econômica, a Lei da Empresa Simples de Crédito, a total ausência de escândalos de corrupção envolvendo a Presidência da República, enfim, argumentos sobejam.

Contudo, procuro focar em apenas um deles: desde a posse do atual Presidente da República o número médio de homicídios anuais caiu à ordem de 15.000 por ano. Não sei para vocês, mas para mim - que já tive uma arma apontada algumas vezes para mim em assaltos, que tive dois amigos de Faculdade mortos em assaltos (e um terceiro que tomou um tiro na orelha, sem maiores consequências, felizmente) - esta redução dos índices de homicídios/violência urbana, per si, já é razão suficiente para reelegê-lo.

Ainda que todas as calúnias e difamações inventadas, diariamente, contra sua pessoa fossem verdadeiras.

MAS O (S) BRASILEIRO (S) (E LATINOS) INSISTE (M) EM SAMBAR À BEIRA DO PRECIPÍCIO. POR QUE? 1) O SOCIALISMO E A INVEJA INTRÍNSECA AOS POVOS LATINOS.

Temos que falar de um traço inerente aos latinos, do México à Patagônia; de Portugal à Romênia, que é a inveja. Não latinos não são os únicos povos do mundo tomados pela "raiva daquilo que o outro tem", aliás, enquanto os ibéricos ainda estavam em árvores e sequer sabiam escrever, Moisés recebeu as Tábuas da Lei classificando a inveja como um dos 10 pecados capitais. Ocorre que nos latinos ela é, indiscutivelmente, mais acentuada que nos povos anglo-saxões. Isso é um fato evidente.

Ocorre que o marxismo, comunismo, ou seja lá o nome que se dê a essa doutrina diabólica, é pautado exclusivamente na inveja. Seria mais honesto se "O Capital" se chamasse: "Tratado sobre a inveja". Não por outra que países latinos são terrenos férteis para a disseminação dessas bobagens.

Aliás, é tão evidente esse fato, que no Sistema Jurídico Brasileiro, copiado de uma lei fascista italiana [ah, esqueci, nazismo e fascismo são "de Direita" (SIC)], no artigo 461 da CLT prevê a equiparação salarial.

Amigos, equiparação salarial nada mais é que a normatização da inveja. Duas pessoas que ocupam o mesmo cargo numa empresa têm, necessariamente, competências diferentes sendo, natural, daí, que uma ganhe mais que a outra.

Ocorre que a Lei diz que não pode haver diferenças salariais entre funcionários de igual cargo (como se houvesse dois seres humanos idênticos entre si, nem gêmeos univitelinos os são), então, o que acontece....Acertou, o nivelamento se dá por baixo. O profissional mais incompetente ganhará tanto quanto o mais competente que, em algum momento se perguntará: "por que cazzo eu dou meu sangue por esta empresa, se fulano que é um nota"5"gaha exatamente o mesmo que eu?" A mágica, invariavelmente acontecerá: a competência de ambos será nivelada por baixo.

2) OS LATINOS TÊM UMA VISÃO INFANTIL DO CAPITALISMO

Quem conheceu o Chile, antes da pandemia e da Revolução Esquerdista que lá se implantou, sabe que tínhamos ali quase que um país europeu dentro da América Latina.

Apesar do Chile ter uma renda per capta menor que Portugal, quem conhece (ia) ambos os países sabe o primeiro era, visivelmente, um país mais próspero que o segundo. O Chile era, e ainda é, um dos países com maior liberdade econômica no planeta, leia-se: sem parasitas do Estado a torrar a paciência de quem produz.

Por que então o Chile troca pujança econômica por uma nova Constituição e um Presidente sem qualificação alguma, salvo se depredar patrimônio público contar para o Lattes?!

Explico, e esta é uma impressão unicamente minha, ok, não tenho como citar fontes ou indicar literatura. Penso que os latinos em geral (os brasileiros menos) tem uma visão deturpada do capitalismo. Para eles (diria que preponderantemente encontram-se neste grupo argentinos, chilenos, italianos e espanhóis) o capitalismo só funciona se todo mundo tiver uma Lamborghini.

Obviamente que este é um pensamento infantil. Lamborghini, Rolex, Louis Vuitton, dentre outros, são produtos que, em qualquer lugar do planeta, são destinados a uma ínfima minoria. Funciona assim num sistema de capitalismo pleno: Você empreende, trabalha muito e com seriedade, se tudo der muito certo, e, claro, você tiver um pouco de sorte, talvez reúna condições de ter uma Lambo.

Ocorre que um americano (me recuso a escrever estadunidense, ok) de classe média alta, se não tem uma Lambo em sua garagem pode ter, sem grandes preocupações um Dodge Charger R/T V8, carro que no Brasil não custa menos que R$ 1.000.000,00.

É claro que terão os bocós que começarão a enumerar as mazelas da economia americana. A estes faço uma pergunta simples: algum bote com refugiados de Miami já foi apreendido na costa de Cuba? Todavia, bocolândia, podem teorizar o quanto quiser, papel e pixels de computador, como o diz a sabedoria popular, aceitam tudo.

POR FIM, SER IRRESPONSÁVEL PODE TER UM CUSTO ALTO

O Brasil há 130 anos, desde o Golpe de 1889, vem brincando com o seu destino, o que poderia nos sugerir que, de fato, Deus é brasileiro. Ocorre que tamanha irresponsabilidade do povo, que seria demonstrada com a eleição de um corrupto condenado pela Justiça no maior escândalo de corrupção da história do mundo, desde os Sumérios, há de ter seu preço.

A Ucrânia brincou com seu destino e colocou um palhaço, um animador de auditório na Presidência do país e sua inabilidade conduziu a Rússia à invasão.

Para ser franco, a Rússia queria um pretexto para a invasão, e Zelensky os deu, principalmente ao não saber como negociar a entrada do seu país na OTAN. A verdade é que alguém como Putin não iria aceitar perder numa mesa de negociações para um imbecil como Zelensky; se ele fizesse isso certamente que lhe serviriam um chazinho sabor polônio ou tório.

(NÃO ESTOU FALANDO QUE A RÚSSIA ESTÁ CERTA EM INVADIR A UCRÂNIA, OK, SÓ ESTOU ANALISANDO OS FATOS COMO ELES OS SÃO).

Esta mesma irresponsabilidade, do povo ucraniano, pode custar caro ao Brasil, mormente se considerarmos que o mundo está às portas de uma Terceira Guerra Mundial com uma pandemia em simultâneo. Toda a UE, mormente a França, têm olhos de cobiça para o último Eldorado no planeta que é a Floresta Amazônica.

A questão que se coloca é: 13 dias separam a data em que este artigo é escrito das eleições presidenciais de 2.022. O Brasil (eiro) irá, mais uma vez, brincar com seu destino?

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