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A LONGA MARCHA - Já estamos na Distopia

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Acabei de ler "A Longa Marcha", de SK. Dos primeiros livro daquele que, para mim, é um dos maiores escritores vivos. Sim, tem um povo metido a intelectual que torce o nariz para King por ele ser um best seller. Enfim! Bem, não vou dar spoiler para quem não leu e ainda pretende ler o livro. Obviamente se passa num mundo distópico. A conclusão do livro fica meio que óbvia nas primeiras 10 páginas do livro, antes da ação começar a ocorrer. Particularmente sempre gostei de livros/filmes onde distopias são apresentadas (tenho uma teoria, por exemplo, de que "Admirável Mundo Novo" e "1984" podem se passar - embora não necessariamente isso aconteça - dentro de um mesmo Universo Literário). Daí vem a pergunta: já não estamos num mundo distópico e, a maior parte das pessoas, ainda não se deu conta? Não está, quase, todo mundo absorto e anestesiado pela droga soma? Vamos ao que é palpável. Entrei, há quase 3 décadas, numa das melhores Faculdades de Direito do Brasi...

Por que a Direita permite que a Esquerda paute o debate?

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  (Artigo publicado, originariamente, em Articulação Conservadora, disponível em: Autores:  Paulo Antonio Papini Guillermo Federico Piacesi Ramos Quem me dá a honra de ler meus escritos aqui (e onde mais eu escreva) já me conhece, relativamente, e sabe reconhecer o meu estilo literário e pessoal. Sou daqueles que tentam fazer do Conservadorismo um estilo de vida, antes de uma ideologia política [1] . Sou um crítico profundo da era do relativismo em que nos encontramos atualmente, fruto, principalmente, de mais de 200 anos da evolução das correntes filosóficas surgidas especialmente na Alemanha, com o Racionalismo de Kant, que levou à nova noção de homem no tempo, com o “ser-aí” de Heidegger, ao Nihilismo de Nietzsche, e ao Comunismo de Marx. Tudo isso levou ao Relativismo de Marcuse e outros “frankfurtianos” da primeira metade do século XX, que atacam todas as bases da civilização que herdamos de nossos antepassados, e tentam, indubitavelmente, levar-nos todos à decadência. Ob...

Crônicas do fim do mundo!

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  A sociedade colapsou. Várias pessoas (principalmente veganos) aderiram ao canibalismo. Viraram uma espécie de zumbis. Bem, o  Estatuto do Desarmamento  facilitou, bastante, a vida deles. Aliás, temos visto vários zumbis portando armas. A grande mídia insiste em dizer que são guarda-chuvas, então estamos mais sossegados. Por toda a parte temos visto zumbis gritando/portando cartazes com os dizeres: "ele não", "Quem matou Marielle?", "Lula Livre", e por aí vai. A polícia está proibida de usar força desproporcional contra os zumbis. Vale apenas calibre .22 com bala de borracha; qualquer coisa além disso é Júri, Corregedoria e Desonra. PT e PSOL lutam pelos Direitos Humanos dos Zumbis. Segunda turma do STF decidiu que o zumbi apenas pode ser preso após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, na Corte de Haia. Ministro Barroso, em brilhante voto de 1846 páginas determina a criação do crime de Zumbifobia. Zumbis e mortos-vivos são termos politica...

Dias de uma Advocacia esquecida - O estagiário que assumiu a audiência

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  Então, amigos, ando fazendo esse relato das minhas experiências, dos meus causos na Advocacia e lembrei agora de um engraçado, pitoresco, mais uma vez digo, coisas que eram feitas, há 30 anos, quase que na inocência e hoje - certamente - gerariam sérios problemas às partes envolvidas. O ano era 1994, eu era Estagiário de um grande Escritório de Advocacia Trabalhista, uma das grandes escolas que tive, não citarei o nome, por questões óbvias. Daí acontece que os Juízes da área trabalhista tinham/têm a insuportável mania de marcar audiências com 5 minutos de distância uma para a outra. Nem que sejam realizados acordos em todos os processos uma audiência é tão rápida. Não sei se ainda é assim, mas era fato corriqueiro ir ao Fórum trabalhista para uma audiência que deveria começar às 10h da manhã e, por volta das 15h a audiência sequer ter começado. No cível, mormente no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, raramente as audiências atrasavam mais que meia hora... Voltemos, então...